Se você é cuidadora e está sem plantão, ou tem plantão, mas o valor não paga o esforço, quero começar dizendo uma coisa: isso não é azar, e não diz nada sobre o seu valor.
Eu sei porque já estive aí. Já passei por períodos sem plantão e por períodos em que o valor era baixo demais para o trabalho que eu fazia. Foi o que me fez olhar de outro jeito para a minha profissão.
Por que isso acontece
A família que contrata quer, acima de tudo, confiar. Quando ela não conhece a cuidadora, olha para o que consegue enxergar: o preparo, a postura, a segurança com que a pessoa fala do cuidado. Na falta disso, o preço acaba sendo o único critério, e aí quem cobra menos leva o plantão.
O que muda o jogo
A cuidadora que é indicada não é, em geral, a que cobra menos. É a que a família sente que pode confiar. E confiança se constrói com preparo.
Você não precisa parar sua vida para isso. O que funcionou comigo foi separar um tempo pequeno de cada dia do plantão para aprender, revisar o que faço e entender melhor o idoso que cuido. Pouco por dia, todo dia.
Com o tempo, três coisas mudam:
- Você passa a explicar o que faz, e a família entende o valor do seu trabalho.
- Você trabalha com mais segurança, e isso aparece no atendimento.
- Quem vê o seu trabalho indica você para outras famílias.
Por onde começar
Comece pelo simples: escolha um assunto do seu dia a dia que ainda gera dúvida e estude só isso esta semana. Pequenos passos, repetidos, mudam a forma como a família enxerga você.
Se você quer conhecer o caminho que percorri, me chama. Eu te conto como fiz.